Meu espaço.

(…) Recaída, ah…. RECAÍDA!

É estranho pensar na nossa história e no que nós sentíamos naquela época. Muitas vezes eu me xingo em frente ao espelho me perguntando que diabos eu ainda penso nisso. Porém tem algo aí, nessa bagunça enorme, que não deixa-me mudar. Tem algo em você que ainda me enfeitiça, que parece que a enxaqueca é no meu coração.

Aonde eu consigo um Engov pro coração? Ou melhor, aonde eu consigo ter amnésia do coração para que ele possa esquecer o teu nome?  

Quando é que eu finalmente vou poder olhar a sua taça sem estar cheia com o nosso vinho e não sentir absolutamente nada?

Vou ter que te esconder em mim até quando? (…) 

- Não conte a ninguém. 

Início.

Desdo dia que tevês que partir, eu nunca mais consegui escrever.

Nem de você e nem sobre mim.

Eu me perdi em sentimentos que até hoje eu não consigo decifrar quais são. Mas mesmo sem saída eu me virei para sobreviver. Tenho que admitir que é pura verdade aquele papo de que tudo nessa vida temos que primeiramente nos permitir a mudar, antes de fazer as mudanças. Pela primeira vez me enxerguei num apartamento vazio, na qual a outra taça de vinho se encontrava vazia, enquanto uma estava sobre minhas mãos. Peguei essa taça, fiz com que ela sumisse da minha frente e escolhi um outro lugar vazio para que eu pudesse preencher com outras coisas a sua ausência. Segui passo a passo, deixei, corri, cai, levantei, sorri, chorei… e acabei lembrando aonde eu escondia o resto das lembranças que por um bom tempo eu deixei mofar dentro de mim (…)

- (Não conte a ninguém).